31/08/2009

ESPETÁCULO SOM E LUZ



Este espetáculo, a quase trinta anos em exibição diária, conta a saga dos padres jesuitas e Indios Guaranis, habitantes da região missioneira nos séculos XVII e XVIII.Com duração de 48 minutos, o público pode, diariamente, entender o nascimento e desenvolvimento e a destruição de um povo, mais que isso, de um sonho.

30/07/2009

POUSADA TEMÁTICA




A Pousada das Missões é o único meio de hospedagem da Região das Missões que tem associado a seus produtos um conjunto de atividades que podem ser realizadas e que torna a sua estada um verdadeiro mergulho nas raízes do Rio Grande do Sul e da América Latina.

Aqui o turista que quer movimento tem. Você não fica parado; para aqueles que querem um turismo ativo são oferecidas cavalgadas, trilhas, visitas a fazendas de turismo rural e na Aldeia dos índios guaranis.

Já aqueles que preferem a peregrinação podem optar pela caminhada na Trilha do Caaró, local da morte dos três Santos Missioneiros canonizados e da famosa água milagrosa que tem aliviado milhares de pessoas de seus males, inclusive da cura de câncer, motivo de ter tornado-os Santos da Igreja.

Quem vem em busca de espiritualidade e paz de espírito, podem ir até a casa dos benzedores e provar seus benzimentos. Verdadeiros milagres tem sido experimentados por milhares de peregrinos. As grandes energias são imperdíveis em um final de tarde, na hora do pôr-do-sol, em frente às Ruínas da Igreja que é Patrimônio Mundial.

E por falar em Patrimônio Mundial, o principal não pode ficar de lado, ou seja, sentir a história missioneira ainda viva nas pedras que também representam o que Voltaire chamou de Triunfo da Humanidade e os próprios Jesuítas chamaram na Europa de “O Melhor do Cristianismo”. Olhar para o Barroco Jesuítico-Guarani no conjunto da imaginária missioneira, orar junto a Cruz Missioneira, principal símbolo místico e religioso desta imensa região da América. Andar no sítio arqueológico é imperdível para se encontrar.

Depois vem a noite e para quem tem coragem, depois de desligar a luz começa o espetáculo mais antigo em andamento no País, o Espetáculo de Som e Luz, que narra a saga dos Jesuítas e índios Guaranis. Ao retornar para a Pousada é imperdível o jantar no Bistrô Tembiú, o melhor da culinária da região.

A Pousada das Missões é este lugar de passagem entre este mundo encantado das Missões e o mundo de quem está em busca de muito mais.

PEDIDO DE PERDÃO AO TRIUNFO DA HUMANIDADE


Resenha do Livro Pedido de Perdão ao Triunfo da Humanidade
O livro PEDIDO DE PERDÃO AO TRIUNFO DA HUMANIDADE, mostra a importância que as Missões tiveram na concepção de um mundo fraternal-igualitário-possível e especialmente na formação da idéia de que a utopia do cristianismo se realizou durante 160 anos da experiência missioneira. Tem também a intenção de chamar a atenção dos herdeiros daqueles que destruíram a “Realidade do Idealismo Cristão”, para que comecem a pedir perdão pelo grande pecado realizado, historicamente apagado pelas penas dos historiadores portugueses e espanhóis, brasileiros e argentinos que escreveram e que, obviamente, no passado amenizaram e até esqueceram os crimes que aqui foram cometidos.
Esta obra tem o objetivo de contextualizar o que foi o mundo missioneiro anteriormente ao período Jesuítico-Guarani, apresentar “A Experiência” e mostrar a herança que aquele período deixou à humanidade.
O livro contextualiza as diversas forças que levaram à montagem do projeto missionário, analisando seu crescimento, apogeu e supressão. Também mostra que o Guarani não desapareceu, e que apesar do extermínio de parte da gente daquele período, sua genética e cultura continuam vivas no meio regional e estadual, e nos países do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai).
Naquele período, o Renascimento e o Iluminismo, bem como a própria Contra-Reforma, estabeleciam um novo momento na humanidade. Relacioná-los com o projeto e o reflexo dentro da construção dos 30 povos é um dos objetivos desta obra.
O livro também cumpre um papel interligador entre a História e o Turismo. Apesar do número expressivo de produções bibliográficas, precisávamos de um compêndio apresentando as várias vertentes que compõem o contexto missioneiro, suas relações com a vida cotidiana dos vários períodos históricos que se passaram e o reflexo no presente, mostrando os atrativos nos três países que compõem o Circuito Internacional das Missões.
Tem como objetivo principal analisar e apresentar fatos que mostram o porquê de São Miguel das Missões ser incluído pela Unesco como “Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade”, mostrando que as Missões representaram “uma experiência econômica e sociocultural sem precedentes na história dos povos”.
O texto busca explicação para a pouca atenção à história missioneira dentro do Brasil e da Argentina, quando o tema foi priorizado por tantos pensadores como Voltaire, um dos expoentes do Iluminismo, que se referiu ao projeto como “Um triunfo da Humanidade”. Um tema tão apaixonante, com tantos amigos como Clóvis Lugon e tantos inimigos como o Marquês de Pombal, leva a pensar nas culpas como a dos Bandeirantes que, naquele período, sacrificaram centenas de milhares e levaram outros tantos para serem escravos nas suas lavouras de São Paulo ou para serem vendidos no comércio escravista do Rio de Janeiro.
Entre os diversos reflexos dos 160 anos da “experiência”, na política, o livro mostra os escritos a respeito das Missões de Paul Lafargue, genro de Karl Marx, e Kautski, precursor do socialismo.
Demonstra-se, através deste, o desejo de que a mais bela página da história do cristianismo dentro da América possa, definitivamente, ocupar um espaço importante na cultura e na política brasileira e do Mercosul. Não basta ter um Patrimônio Mundial; é preciso que as pessoas do mundo contemporâneo conheçam mais profundamente a história que encantou toda a Europa nos séculos XVII e XVIII.
O povo nativo missioneiro não desapareceu. Está vivo nas aldeias, mas também geneticamente no povo atual. O Livro mostra esse lado histórico de forma clara para que a gente de nosso tempo compreenda melhor o jeito de ser de nossos contemporâneos e com isto busque soluções para a caminhada futura.
O livro foi produzido para abrir o coração dos herdeiros dos mandantes das atrocidades contra os povos nativos daquele período histórico para que, de alguma forma, possam ajudar a reconstruir uma vida completa para os herdeiros missioneiros que estão vivos. A Humanidade espera o pedido de perdão dos que enterraram as esperanças da realização da utopia do cristianismo nas Missões.

29/07/2009

RUÍNAS DE SÃO MIGUEL DAS MISSÕES


A única ruína importante no Rio Grande do Sul é a Igreja de São Miguel Arcângelo, a mais bem preservada de todo o conjunto missioneiro e que passou, anos atrás, por um grande reforço estrutural - a sua frontaria e a torre estavam com uma inclinação acentuada e corriam o risco de desabar. Foram feitos enxertos de concreto para reforço e, no momento, já não existe perigo. Aliás, houve ali no início de 1998 um show histórico, de José Carreras.
São Miguel era um antigo povo do Tape, na margem direita do Rio Ibicuí. Quando começaram os ataques dos bandeirantes na região do atual Rio Grande do Sul, esse povo mudou-se para o atual território argentino, onde fundou uma redução do mesmo nome. Passada a ameaça dos bandeirantes, os índios voltaram a cruzar o rio Uruguai em 1687, fundando a redução nas margens do rio Jaguari, onde, em razão de outros ataques - constantes nos meses que se seguiram -, mudou-se novamente, ainda antes de 1690, para o local onde atualmente se encontram as ruínas.